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O artigo de Marcos Estrada, selecionado para a Revista MERCOSUL de Políticas Sociais, analisa o papel dos processos e atividades transnacionais de integração e o desenvolvimento socioeconômico do Paraguai. Em particular, o trabalho enfoca a migração de pessoas que vivem na região oriental do Paraguai, na fronteira com o estado brasileiro de Mato Grosso do Sul. Em seu trabalho, Estrada realiza, primeiramente, revisão da base teórica e metodológica, discutindo a proposta de adoção do conceito “próximo transnacionalismo” na sequência. Em seguida, apresenta os processos migratórios e as práticas transnacionais, que expandem as fronteiras dos dois países.

De acordo com dados de 2017 da Organização Internacional para as Migrações (OIM), de 244 milhões de pessoas que vivem fora do seu país de nascimento, pouco mais de 1.068,900 são indivíduos que emigraram desde algum dos quatro países membros do MERCOSUL – estes números, entretanto, podem podem ser maiores. O processo de migração entre Brasil e Paraguai é intenso, especialmente na região da fronteira onde se estima que podem estar vivendo entre 300 e 400 mil “brasiguaios”. Este processo de “eliminação de fronteiras” é parte natural do processo de integração do MERCOSUL e é considerado no Plano de Ação do Estatuto da Cidadania e no Plano Estratégico de Ação Social.

As áreas de fronteira, menciona Estrada, “son espacios donde las personas, en muchos casos, viven sus vidas de manera estratégica buscando beneficiarse de la ventaja de vivir cerca de otro país sin la necesidad de emigrar. Por lo que el PEAS tiene un enfoque en las regiones fronterizas”. Entre estas vantagens, melhores oportunidades de emprego, de educação e de atendimento médico, especialmente em torno a tratamentos e gravidez (de acordo com o artigo, por exemplo, pelo menos 100 paraguaias cruzam as fronteiras anualmente para terem seus filhos em Ponta Porã, Brasil).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 1920 e 1970, o número de paraguaios no estado de Mato Grosso do Sul manteve-se em cerca de 12 mil pessoas. Entretanto, de acordo com fontes não oficiais citadas no artigo, apenas em Corumbá o número de paraguaios teria saltado de 6 mil pessoas em 1876 para 50 mil pessoas em 1931. A produção de erva-mate e as políticas agrícolas teriam sido a principal atração. De todo modo, a formação da identidade nessa região observa fortes laços histórico-culturais com o Paraguai.

O fluxo será invertido a partir dos anos 60, quando brasileiros cruzaram massivamente as fronteiras, interessados também nas políticas agrícolas no país vizinho. De acordo com os estudos de Estrada, o número de brasileiros no Paraguai teria saltado de 513 pessoas em 1943 para 500 mil em 1985 e 600 mil em 2014 (são estimativas e dados não oficiais). No Brasil, dados oficiais do IBGE mostram que seriam 35 mil paraguaios em 2010 (mas este número poderia chegar a 80 mil de acordo com outras fontes). Quanto aos descendentes de paraguaios no Mato Grosso do Sul, seriam 450 mil.

Segundo o autor, esta dinâmica migratória cria um processo de expansão das fronteiras, estabelecendo comunidades “estrangeiras” fortes em espaços nacionais, em geral fronteiriços. Nestas regiões, chegam a serem institucionalizadas datas comemorativas e são regulares os costumes e a comunicação em idioma do país de origem.


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– O texto não representa a opinião do Instituto Social do MERCOSUL


 





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