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Na CXII Reunião Ordinária do Grupo Mercado Comum (GMC), realizada em Buenos Aires nos dias 4 e 5 de junho, as delegações de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai aprovaram a implementação do projeto “Juventude e fronteiras no MERCOSUL: ‘Como é crescer na fronteira? Garantia de que cada jovem atinja seu pleno desenvolvimento”. Concebido pelo Instituto Social do MERCOSUL e executado em conjunto com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a proposta foi apresentada ao GMC depois de ser aprovada pelos membros do Conselho gestor do ISM e do Grupo de Cooperação Internacional (GCI) do MERCOSUL.

O projeto prevê a organização de oficinas e a produção de materiais de comunicação voltados para jovens de regiões de fronteira do MERCOSUL. Também inclui pesquisa e publicações que identificam políticas, programas e orçamento para jovens e adolescentes em oito cidades fronteiriças dos quatro países do bloco. Neste projeto piloto serão trabalhadas as cidades de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este (Brasil/Paraguai), Rivera e Santana do Livramento (Uruguai/Brasil), Concordia e Salto (Argentina/Uruguai) e Encarnación e Posadas (Paraguai/Argentina). As mesmas cidades já foram objetos de pesquisa nos recentes estudos do ISM “Cidadania em Fronteira”.

A região da América Latina e do Caribe possui o maior número de adolescentes e jovens de sua história – 165 milhões de pessoas entre 10 e 24 anos, de acordo com as estatísticas do UNFPA. Segundo dados das Nações Unidas, apenas nos países do MERCOSUL são 60 milhões. Estima-se que sejam 23,5% da população total da Argentina 23,5%, 23,2% do Brasil, 28,5% do Paraguai e 21,6% do Uruguai.

As oito cidades que fazem parte do projeto possuem 1,4 milhão de habitantes, grande parte composta por jovens. Essa população requer ações específicas, ligadas à saúde, educação, recreação, cultura e desenvolvimento social. A devida execução dessas ações podem permitir uma transição bem sucedida para a vida adulta, com melhores oportunidades de trabalho e condições físicas e psicológicas. Se a passagem da infância para a idade adulta para adolescentes e jovens, em geral, já é uma fase cercada de incertezas e inseguranças, para quem vive em áreas de fronteira isso pode ser particularmente complexo. Isso porque a fronteira é um espaço dinâmico, com muitos fluxos e movimentos, com diversas oportunidades institucionais e culturais e também ambientes que podem ser marcados pela violência, tráfico de drogas e produtos, tráfico de pessoas, subemprego e sem proteção social.

ISM e UNFPA

O Instituto Social do MERCOSUL e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a partir da direção regional para a América Latina e o Caribe, assinaram um acordo de intenções em outubro de 2018, comprometidos com o avanço de uma agenda subregional conjunta para o promoção de direitos dos jovens e adolescentes. O projeto encontra forte apoio institucional, uma vez que ambas as instituições têm adolescentes e jovens como foco prioritário de atenção. O ISM, através do Plano Estratégico de Ação Social, e o UNFPA, através da “Iniciativa 165 milhões de razões: um chamado à ação para investimento na adolescência e juventude”.

Foto: UCIM/MERCOSUL





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