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O argentino Alfredo López Rita, um dos vencedores do I Prêmio MERCOSUL de Pesquisa em Políticas Sociais, enfocou seu estudo sobre a dinâmica de migração argentino-paraguaia, oferecendo uma visão sobre as variáveis ​​que poderiam influenciar o processo de migração entre os dois países. Seu trabalho busca fornecer uma noção sobre a cidadania MERCOSUL e como a sua implementação não só seria benéfico para todo o bloco, mas poderia estimular o desenvolvimento de princípios cidadãos no Paraguai. Dados sobre os processos de imigração e emigração são analisados ​​no trabalho.

Em seu estudo, López Rita explica a dinâmica migratória que ocorre de forma constante desde o século XX, entre Paraguai e Argentina, e a influência que essas migrações têm nas estruturas econômicas e laborais. O autor argumenta que a população paraguaia, jovem e em idade fértil e produtiva, opta por migrar para a Argentina em busca de melhores oportunidades de emprego. Segundo o autor, a informalidade e as condições de trabalho no Paraguai continuam como desafios.

A OIM estima, em 2011, que 12% da população total do Paraguai reside no exterior – uma tendência histórica. A Argentina seria o principal país receptor, com 550 mil pessoas (73% do total). A segunda maior população estaria em Espanha (18%), com 135 mil migrantes em 2010. O Brasil, que ficou em segundo lugar a partir da forte emigração à Espanha nos anos 2000 , seria o terceiro país (29 mil pessoas), seguido por Estados Unidos (13 mil pessoas). Os dados referentes a Brasil e Estados Unidos são do ano 2000.

Em relação à população estrangeira residente no Paraguai, destaque para os brasileiros, que em 2002 representaram 3,4% da população total (173 mil pessoas em 2002, ou seja, 47,7% do total da população total imigrante); Argentina (36,5%) e Uruguai (1,9%).

A maioria dos paraguaios vive na Grande Buenos Aires (85,9% em 2010). Segundo o autor, isto difere da dinâmica observada durante a década de 1950, quando a maior parte se estabelecia no noroeste da Argentina, nas províncias de Formosa, Misiones, Chaco e Corrientes. Dados de 2001 sugerem que 34,7% da população migrante paraguaia com 25 anos ou mais apresentava nível incompleto de instrução básica ou inferior, e 51,8% de nível básico completo e incompleto. No final, o autor menciona a importância do debate sobre o Estatuto da Cidadania do MERCOSUL, que aponta por acesso aos direitos econômicos, sociais e culturais dos cidadãos de um Estado do bloco em qualquer outro Estado membro. Este documento poderia facilitar o acesso a direitos diversos pelos migrantes.

López Rita explicou que as discussões no âmbito da elaboração do Estatuto poderiam gerar mudanças que aprofundam ou reservem direitos reconhecidos até agora, em instrumentos universais, regionais ou nacionais. Finaliza mencionando que segue o processo com confiança.


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